Gilberto Gil + Daniel Kondo · Elo Editora · 2025
Refloresta
Texto de Gilberto Gil
Ilustrações e projeto gráfico de Daniel Kondo
Apresentação de Eliane Brum
Uma canção sobre recuperação ambiental encontra na página uma sequência de florestas, animais, fogo, memória, território e regeneração.
Da canção para o livro
Uma palavra criada para nomear uma urgência.
Gilberto Gil compôs Refloresta em 2021 a partir de um pedido de Sebastião Salgado. A canção acompanha a ideia de que preservar as áreas ainda existentes já não resolve sozinha a escala da devastação ambiental.
Recuperar passa a significar plantar novamente, devolver continuidade à mata e reconhecer o tempo necessário para que uma floresta exista.
Quatro anos depois, a canção chega ao livro. Daniel Kondo organiza os versos como sequência visual, distribuindo biodiversidade, intervenção humana, destruição e recuperação ao longo das 48 páginas.
A imagem acompanha o ritmo da letra e cria pausas próprias. As viradas de página acrescentam duração, aproximação e mudança de escala à experiência da canção.
Narrativa visual
A floresta ocupa ritmo, superfície e sequência.
Kondo trabalha com massas cromáticas intensas, texturas gráficas, silhuetas e mudanças de escala. A fauna atravessa o livro como presença recorrente, articulando paisagem e passagem do tempo.
Biodiversidade
Boto, tucano, ariranha, tamanduá, anta, onça e insetos formam um repertório ligado aos diferentes ambientes brasileiros.
Ritmo
Versos, silêncios e imagens recebem durações diferentes e reorganizam o tempo musical dentro do códice.
Regeneração
Devastação e permanência aparecem dentro da mesma sequência, conduzindo o olhar para processos de recuperação e continuidade.
O livro por dentro
Paisagem em transformação.
Apresentação
Eliane Brum.
Jornalista · escritora · documentarista
Uma leitura escrita a partir da floresta.
Texto de apresentação da edição brasileira
Eliane Brum assina o texto que acompanha a edição brasileira. Sua presença aproxima o projeto do debate contemporâneo sobre Amazônia, território e crise climática.
O texto aparece ao lado da onça, dentro da própria sequência visual, integrando reflexão ambiental e projeto editorial.
Meses depois, Eliane mediaria também a conversa de lançamento do livro com Gilberto Gil e Daniel Kondo durante a COP30.
Camada sonora
Realidade aumentada
A voz de Flor Gil retorna a canção à experiência do livro.
Uma camada de realidade aumentada permite ouvir um trecho de Refloresta interpretado por Flor Gil. Som, página e imagem se encontram dentro da edição, recuperando a origem musical do projeto.
Belém · 11 novembro 2025
Refloresta na COP30.
Uma conversa dentro da semana climática.
O lançamento aconteceu no Theatro da Paz, em Belém, durante a COP30. Eliane Brum mediou a conversa entre Gilberto Gil e Daniel Kondo.
A SUMAÚMA acompanhou o encontro em sua cobertura da conferência e publicou no dia seguinte um relato dedicado à conversa.
Gil falou sobre linguagem, natureza, escuta e formação da consciência. O encontro incluiu ainda uma interpretação de Refloresta pelo próprio compositor.
Reconhecimento internacional
Society of Illustrators · New York.
68
Illustrators Annual
New York · 2026
Selected Work · Book category.
Refloresta foi selecionado pelo júri da Society of Illustrators para o Illustrators Annual 68, integrando catálogo e exposição em Nova York.
O reconhecimento leva a narrativa visual criada para a canção de Gil a um contexto internacional dedicado à ilustração contemporânea.
Imprensa & circulação
Registros do projeto.
Ficha técnica
Edição brasileira.
- Título
- Refloresta
- Texto
- Gilberto Gil
- Ilustrações
- Daniel Kondo
- Projeto gráfico
- Daniel Kondo
- Apresentação
- Eliane Brum
- Editora
- Elo Editora
- Publicação
- 23 de outubro de 2025
- Páginas
- 48
- Formato
- 30 × 21 × 1 cm
- Encadernação
- Brochura
- Impressão
- Offset · cores Pantone
- ISBN
- 978-65-6142-246-8
- Faixa editorial
- 8–11 anos · leitura compartilhada e público geral
Livro & arquivo
Edição, documentação e circulação.
Refloresta
O tempo da floresta também determina o nosso.
A canção de Gilberto Gil percorre o livro através das imagens de Daniel Kondo. Biodiversidade, destruição e regeneração se organizam como uma sequência visual sobre a possibilidade concreta de recuperar territórios.