Gilberto Gil + Daniel Kondo · Elo Editora · 2025
Refazenda
Canção de Gilberto Gil
Interpretação visual de Daniel Kondo
Elo Editora · 2025
Cinquenta anos depois da gravação original, Refazenda retorna como livro. A canção atravessa imagem, página, cor e ritmo para reencontrar a terra de onde nasceu.
1975 → 2025
Uma canção volta à terra cinquenta anos depois.
Gilberto Gil lançou Refazenda em 1975, no álbum que abriu a chamada Trilogia Re, seguida por Refavela, em 1977, e Realce, em 1979.
Na canção, campo, pomar, tempo, lembrança e linguagem se misturam. As palavras crescem por aproximação, invenção sonora e imagens da vida rural.
Em 2025, no cinquentenário da obra, Gilberto Gil e Daniel Kondo levam essa escrita para o livro ilustrado. A página introduz outro tempo: o tempo de olhar, avançar, voltar e reencontrar cada verso.
50
anos entre
canção e livro
A canção permanece. A leitura continua mudando.
O projeto nasce da permanência de uma obra que atravessou cinco décadas. Refazenda chega ao livro como uma nova leitura do repertório de Gil e de sua relação com memória, natureza e transformação.
A edição aproxima leitores que já carregam a música na memória de uma geração que pode chegar a ela primeiro pela imagem.
Interpretação visual
Som, tempo e paisagem convertidos em sequência gráfica.
O desenho acompanha o modo como a própria canção constrói relações: palavras se aproximam, imagens reaparecem, sentidos germinam e se transformam.
Nervura.
A malha gráfica percorre as imagens como folha, raiz, rachadura, caminho e mapa. Uma mesma estrutura pode sugerir organismos e paisagens diferentes.
Terra viva.
Verdes, vermelhos, creme e azul constroem um vocabulário cromático ligado a folhas, frutos, solo, água e cultivo.
Tempo.
Fragmentos atravessam as páginas e reaparecem sob novas formas. A leitura gráfica acompanha os ciclos sugeridos pela própria canção.
Refazer também é voltar a olhar para aquilo que parecia conhecido.
Páginas duplas
A canção encontra outro ritmo na página.
A sequência visual acompanha associações, pausas e mudanças de ritmo da própria canção. Cor, palavra e imagem atravessam as páginas e reaparecem sob novas formas.
O objeto
Um livro horizontal, próximo da paisagem.
O formato abre a imagem para os lados e aproxima a página de uma extensão de campo.
A capa já contém o sistema visual do livro.
Uma rede de linhas cobre quase toda a superfície. Dentro dela aparecem campos de cor, pequenas interrupções e formas que lembram fruto, folha, tecido, terreno e cultivo.
A paisagem não é representada de longe. Ela surge por fragmentos, como se o leitor estivesse olhando simultaneamente para o campo e para sua estrutura interna.
A imagem cresce a partir da mesma lógica associativa que movimenta a letra de Gil.
Gilberto Gil sobre Refazenda
“Refazenda é uma memória do interior, do convívio com a natureza, da escuta atenta ao seu ritmo.”
Gil relaciona a canção à experiência do interior, à proximidade com a natureza e ao aprendizado de seus ciclos.
Ler sobre o livro ↗Fortuna crítica
Refazenda na crítica: a leitura visual do livro.
Cruzeiro do Sul · Cruzeirinho
Vanessa Marconato Negrão
Em texto dedicado ao livro, Vanessa Marconato Negrão percorre a origem da canção, o jogo de palavras, as imagens rurais e a relação de Gil com o campo e a natureza.
“As ilustrações de Daniel Kondo são um espetáculo à parte: geniais e minimalistas.”
A crítica observa que o traço acompanha o silêncio, o ritmo e a alegria da composição e descreve o livro como uma obra capaz de cantar, dançar e plantar.
Ler a crítica ↗Folha de S.Paulo · Ilustrada
Walter Porto
Ao acompanhar Gilberto Gil em Porto Alegre, Walter Porto situa Refazenda dentro de uma sequência de livros em que a obra do compositor passa por novas interpretações visuais.
A reportagem destaca a liberdade artística concedida por Gil às interpretações visuais de suas canções.
O texto registra ainda a conversa entre Gil e Kondo sobre autoria, permanência e o que acontece quando uma obra passa a ocupar também a memória de seus leitores.
Ler na Folha ↗Recepção & circulação
Refazenda na imprensa e na circulação editorial.
A edição foi acompanhada por imprensa literária, jornalismo cultural e pelo arquivo oficial de Gilberto Gil.
Acessibilidade
A leitura também acontece em outros formatos.
Audiodescrição e Libras.
A edição integra recursos de acessibilidade oferecidos pela Elo Editora, com audiodescrição e tradução em Libras.
Os recursos ampliam o acesso a uma obra cuja construção depende diretamente da relação entre palavra, imagem, ritmo e sequência.
Acessibilidade
A leitura também acontece em outros formatos.
Audiodescrição e Libras.
A edição integra recursos de acessibilidade oferecidos pela Elo Editora, com audiodescrição e tradução em Libras.
Os recursos ampliam o acesso a uma obra cuja construção depende diretamente da relação entre palavra, imagem, ritmo e sequência.
Ficha técnica
Edição brasileira.
- Título
- Refazenda
- Canção
- Gilberto Gil
- Autores
- Gilberto Gil & Daniel Kondo
- Interpretação visual
- Daniel Kondo
- Ilustrações
- Daniel Kondo
- Projeto gráfico
- Daniel Kondo & Adriana Fernandes
- Editora
- Elo Editora
- Publicação
- 2025
- Canção original
- 1975
- Páginas
- 48
- Formato
- 30 × 21 cm
- Idioma
- Português
- ISBN · brochura
- 978-65-6142-201-7
- ISBN · capa dura
- 978-65-6142-223-9
- Acessibilidade
- Audiodescrição e tradução em Libras
Livro & arquivo
Edição, crítica e circulação.
Refazenda
A canção retorna à terra. A página deixa que ela cresça outra vez.
Cinquenta anos depois, Refazenda continua produzindo imagens, associações e novas maneiras de ler aquilo que Gilberto Gil plantou em 1975.