Literatura japonesa · Ilustração · Estação Liberdade · 2021
Entregas expressas da Kiki
Texto de Eiko Kadono
Tradução do japonês por Lúcia Hiratsuka
Ilustrações de capa e miolo por Daniel Kondo
Projeto gráfico e diagramação de Adriana Fernandes
Antes do filme de Hayao Miyazaki, Kiki já voava nas páginas. Para a primeira edição brasileira, uma nova interpretação visual: duas cores, síntese gráfica e uma personagem em permanente movimento.
O livro
Treze anos, uma vassoura e uma cidade desconhecida.
Ao completar treze anos, Kiki precisa cumprir uma antiga tradição das bruxas: sair da casa dos pais e passar um ano vivendo em uma cidade onde não exista outra bruxa.
Ao lado de Jiji, seu gato preto, ela escolhe Koriko, uma cidade próxima do mar. Kiki sabe voar, mas ainda não descobriu qual será seu lugar no mundo.
É quase por acaso que sua principal habilidade se transforma em profissão: nasce assim seu serviço de entregas. Cada trabalho traz uma situação diferente e aproxima Kiki dos habitantes da nova cidade.
Publicado originalmente no Japão em 1985, Majo no Takkyūbin tornou-se um clássico contemporâneo da literatura infantil japonesa e deu origem, quatro anos depois, ao filme dirigido por Hayao Miyazaki.
A edição brasileira
Como desenhar Kiki depois de Miyazaki?
Quando uma personagem já possui uma imagem cinematográfica extremamente reconhecível, ilustrar novamente significa voltar ao texto — e encontrar nele espaço para outra leitura.
Uma Kiki própria da página.
A edição brasileira não procura redesenhar a Kiki do Studio Ghibli. O ponto de partida é novamente a personagem literária de Eiko Kadono.
O desenho enfatiza deslocamento, desequilíbrio, velocidade e humor. A vassoura não funciona apenas como objeto mágico: ela determina gestos, diagonais e trajetórias dentro das páginas.
O objetivo não era competir com uma imagem conhecida, mas dar ao romance uma nova existência visual em português.
Linguagem visual
Duas cores. Muito vento.
A restrição cromática organiza a edição inteira. Azul, vermelho e o próprio papel tornam-se céu, noite, cidade, roupa, sinalização, velocidade e pausa.
01
Síntese
Figuras são reduzidas a massas, linhas e silhuetas. Poucos elementos precisam carregar expressão, espaço e ação.
02
Cultura gráfica japonesa
Pequenos impressos populares, sistemas de duas cores, padrões e registros de impressão alimentam uma linguagem que olha para o Japão sem recorrer ao pastiche.
03
Deslocamento
Linhas atravessam páginas, figuras escapam do enquadramento e diagonais transformam vento e velocidade em estrutura editorial.
O livro por dentro
Vassouras, cidades, linhas e pequenas entregas.
Ilustrações pontuais convivem com páginas gráficas, aberturas de capítulo, padrões, tipografia e sistemas de navegação.
Um clássico em movimento
Do Japão de 1985 ao Brasil.
A edição brasileira participa de uma história editorial que já atravessava livros, idiomas e cinema havia décadas.
International Library of Children’s Literature ↗
Reconhecimento & circulação
A edição brasileira encontrou seus próprios leitores.
2022 · Curadoria
Seleção Quindim
Escolhido pelo Clube de Leitura Quindim para leitores fluentes de 9 a 12 anos na seleção de março de 2022.
Clube Quindim ↗Quatro Cinco Um
Listão da revista dos livros
O catálogo da Quatro Cinco Um registra a edição brasileira e seus créditos de autoria, tradução e ilustração.
Quatro Cinco Um ↗Educação pública
Leia Paraná
A edição integrou a plataforma de leitura da rede estadual do Paraná e aparece em pesquisa acadêmica dedicada à leitura comparada entre livro e cinema.
Universidade Estadual de Maringá ↗1.900+ avaliações registradas no Skoob
Uma edição com vida longa entre leitores.
O Skoob registra mais de 1.900 avaliações e cerca de 450 resenhas para a edição, além de milhares de leitores que marcaram o livro como lido, lendo ou desejado.
Entre os comentários, a materialidade da edição, o uso restrito de cores e a presença constante das ilustrações aparecem repetidamente como parte da experiência de leitura.
Skoob ↗Fortuna crítica
A edição também passou a ser lida como objeto visual.
Resenhas brasileiras chamam atenção não apenas para a história de Kadono, mas para a experiência material da edição e para o papel das novas ilustrações.
Lulunettes · 2022
As proezas aéreas de Kiki ganham grande dinamismo.
A resenha dedica atenção direta às ilustrações brasileiras e destaca como movimento e aventura são transportados para a linguagem gráfica.
Caderno de Leitura · 2022
“As ilustrações de Daniel Kondo complementam o livro de forma impecável.”
A leitura associa a delicadeza do texto à presença das imagens dentro da experiência da edição brasileira.
Percursos Literários · 2022
Uma edição brasileira marcada também pelo encontro Japão–Brasil.
Isa Ueda chama atenção para a presença de Eiko Kadono, Lúcia Hiratsuka e Daniel Kondo em diferentes camadas da publicação e elogia o cuidado da edição.
Sementes Literárias · 2026
Uma edição redescoberta cinco anos depois.
A resenha destaca ilustrações, impressão, materialidade e a forma como os desenhos acompanham o texto ao longo da narrativa.
Livro antes do filme
Kiki não nasceu no cinema.
1985
romance original
Fukuinkan Shoten · Japão
A adaptação de Miyazaki é uma das vidas da história — não a origem.
O filme de 1989 tornou Kiki internacionalmente reconhecível, mas o romance de Eiko Kadono possui estrutura e episódios próprios.
No livro, o primeiro ano de Kiki em Koriko se constrói como uma sucessão de entregas, encontros e problemas cotidianos.
Trabalho, pertencimento, autonomia e confiança surgem pouco a pouco. Essa diferença entre os meios abre espaço para uma edição brasileira que não reproduz o filme: volta ao texto que existia antes dele.
National Diet Library · Japan ↗Imprensa & mídia
A chegada de Kiki ao Brasil.
Japão ↔ Brasil
Um livro japonês reconstruído editorialmente em português.
Eiko Kadono viveu no Brasil durante dois anos quando jovem. Décadas depois, seu personagem mais conhecido chega ao país em tradução direta do japonês.
Lúcia Hiratsuka transporta o texto para o português brasileiro; Daniel Kondo cria a nova interpretação visual; Adriana Fernandes constrói o sistema gráfico da edição.
O resultado não tenta reproduzir nem a edição original japonesa nem a adaptação cinematográfica: assume o livro brasileiro como outra etapa na longa circulação internacional de Kiki.
Ficha técnica
Edição brasileira.
- Título
- Entregas expressas da Kiki
- Título original
- Majo no Takkyūbin · 魔女の宅急便
- Autora
- Eiko Kadono
- Tradução do japonês
- Lúcia Hiratsuka
- Ilustrações
- Daniel Kondo
- Capa
- Daniel Kondo
- Projeto gráfico e diagramação
- Adriana Fernandes
- Edição de arte
- Miguel Simon
- Editora
- Estação Liberdade
- Publicação
- 2021
- Edição
- 1ª edição brasileira
- Idioma
- Português brasileiro · tradução direta do japonês
- Páginas
- 236
- Formato
- 14 × 21 cm
- Impressão
- 2 cores
- Encadernação
- Brochura
- ISBN
- 978-65-86068-22-1
Livro & arquivo
Fontes & circulação.
Entregas expressas da Kiki
Uma personagem conhecida. Uma Kiki que ainda podia ser desenhada de novo.
A edição brasileira retorna ao romance de Eiko Kadono para encontrar outra maneira de voar: duas cores, poucas linhas, muito movimento e uma linguagem visual construída para a página.