Livro ilustrado · Trabalho · Memória · Elo Editora · 2025
Eletricista
De Augusto Massi e
Daniel Kondo
Ilustrações e projeto gráfico de Daniel Kondo
Um filho observa o ofício do pai e descobre que a energia que atravessa fios, casas, cidades e máquinas também pode atravessar uma família.
O livro
Um pai, uma caixa de ferramentas e tudo aquilo que permanece ligado.
Eletricista nasce do olhar de um menino para o trabalho do pai. Alicates, fios, tomadas, parafusos e voltímetros deixam de ser apenas ferramentas: tornam-se sinais de uma memória afetiva.
O vocabulário técnico atravessa a narrativa como metáfora. Positivo e negativo, corrente, ligação, choque, fio terra e energia passam a falar também de família, presença, perda e continuidade.
A escala da história se amplia progressivamente. A eletricidade sai da casa, percorre o quarteirão, chega às linhas de transmissão, às usinas, aos hospitais, aos estádios e finalmente ao espaço.
Assim, uma profissão frequentemente invisível passa a ocupar o centro da narrativa. A luz cotidiana deixa de parecer automática: por trás dela existem conhecimento, trabalho e pessoas.
Processo
10 anos de elaboração
Texto, imagem e projeto gráfico foram sendo ligados e desligados até encontrar a corrente certa.
Augusto Massi e Daniel Kondo desenvolveram o livro durante cerca de uma década. Nesse processo, versões inteiras foram abandonadas, textos foram cortados, imagens desapareceram e novas soluções surgiram da relação entre as duas linguagens.
O resultado foi concebido como narrativa verbo-visual: significado, ritmo, material, tipografia, cor e sequência trabalham simultaneamente. Nenhuma camada funciona apenas como decoração da outra.
Linguagem visual
Metal para as ferramentas. Neon para a energia.
O universo material do eletricista determina a própria paleta do livro. Metais, fios, sinais, redes e circuitos passam a organizar também a gramática gráfica da narrativa.
Pantones metálicos
Prata e cobre evocam ferramentas, fios, parafusos e componentes elétricos. O material gráfico participa do universo profissional que o livro retrata.
Energia fluorescente
Pontos luminosos e sinais gráficos introduzem uma cor de alta intensidade que funciona como eletricidade atravessando as páginas.
Construtivismo
A estrutura gráfica dialoga com o construtivismo russo: geometria, trabalho, matéria e a representação visual de pessoas que constroem silenciosamente o mundo.
O livro por dentro
Da caixa de ferramentas até a Lua.
Fortuna crítica
Um eletricista contra a corrente.
Quatro Cinco Um · Edição 96
Rita da Costa Aguiar
Designer gráfica e editora de arte de livros infantis e juvenis
Em uma leitura extensa de Eletricista, Rita da Costa Aguiar reconstrói os dez anos de desenvolvimento da obra e observa como o livro ultrapassa a memória de um filho sobre o pai para alcançar uma reflexão mais ampla sobre trabalho e diferença social.
A materialidade não aparece como acabamento: metais, luz, geometria e tipografia fazem parte da construção narrativa.
A crítica identifica ainda a referência ao construtivismo russo, o uso de Pantones metálicos e neon e a ligação de Eletricista com uma tradição brasileira de experimentação do livro ilustrado representada por Angela Lago, a quem a obra é dedicada.
Ler na Quatro Cinco Um ↗Crítica & resenhas
Trabalho, afeto, memória e materialidade.
Estado de Minas · Pensar
Curto-circuito às avessas
Mário Alex Rosa lê a obra como uma corrente entre memória, trabalho e afeto, destacando a integração entre a prosa poética de Augusto Massi e as ilustrações e o projeto gráfico de Daniel Kondo.
Rascunho Recomenda
Cotidiano e dignidade transformados em narrativa verbo-visual
A revista destaca a valorização de profissões invisibilizadas, a relação entre pai e filho e a maneira como tons metálicos e precisão gráfica reforçam forma e conteúdo.
Elo Editora
Uma profissão invisível colocada no centro da experiência
A apresentação editorial registra o livro como uma narrativa verbo-visual sobre o cotidiano de um pai de família e a importância social de seu trabalho.
Vídeos & conversas
O livro comentado por leitores, autores e televisão.
Canal Meio · O Livro da Cora
Cora Rónai recomenda Eletricista
A jornalista apresenta o livro em sua coluna dedicada a literatura e leitura no Canal Meio.
TV Cultura · Entrelinhas
Augusto Massi e Daniel Kondo conversam sobre Eletricista
O programa acompanha o processo de criação da obra e sua articulação entre poesia, imagem e projeto gráfico.
Reconhecimento & circulação
Um livro que encontrou leitores rapidamente.
Conversas públicas
O livro fora das páginas.
Bienal do Livro Rio · 2025
Augusto Massi + Daniel Kondo
Conversa com o público sobre a criação de Eletricista e o processo de dez anos que levou à versão final da obra.
A Feira do Livro · São Paulo · 2025
À luz de uma profissão
Bate-papo de Augusto Massi e Daniel Kondo, mediado por Rita M. da Costa Aguiar, dedicado ao livro e ao modo como literatura e imagem iluminam o trabalho.
FLIP · Paraty · 2025
O casamento (im)perfeito entre texto e imagem
Daniel Kondo participa da programação da Casa PublishNews em uma conversa sobre a relação entre narrativa verbal, ilustração e design.
Dedicatória
Para Angela Lago.
Eletricista é dedicado a Angela Lago, uma das figuras centrais da literatura brasileira para a infância e uma referência na investigação das possibilidades técnicas e narrativas do livro.
A dedicatória situa o projeto dentro de uma linhagem em que ilustração, design e suporte participam diretamente da escrita. O livro não funciona apenas como recipiente para uma história: sua própria construção ajuda a produzi-la.
Ficha técnica
Edição brasileira
- Título
- Eletricista
- Autores
- Augusto Massi e Daniel Kondo
- Ilustrações
- Daniel Kondo
- Projeto gráfico
- Daniel Kondo
- Editora
- Elo Editora
- País
- Brasil
- Publicação
- 2025
- Idioma
- Português brasileiro
- Páginas
- 52
- Formato
- 26 × 21 cm
- Encadernação
- Brochura
- ISBN
- 978-65-6142-132-4
- Dedicatória
- Angela Lago
Onde encontrar
Livro impresso
Eletricista
Há trabalhos que só percebemos quando a luz se apaga.
Augusto Massi e Daniel Kondo transformam uma profissão cotidiana em uma narrativa sobre memória, trabalho, infraestrutura, paternidade e as redes — materiais e afetivas — que mantêm o mundo ligado.